quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

As profundezas da internet

Artigo publicado no portal Comunique-se em 17/01/2020- https://portal.comunique-se.com.br/as-profundezas-da-internet-por-alessandra-fedeski/

A internet é muito maior e mais complexa do que percebemos ao navegar em nossos smartphones. Porém, é comum que os debates relacionados ao digital se limitem ás redes sociais, bem como aos canais noticiosos e de entretenimento. Afinal, é o que está ao nosso fácil acesso e manuseio. Mas, os sites e os canais como Facebook e Whatsapp são somente a ponta do iceberg. Existe uma camada mais profunda da internet, a deep web (internet profunda), que, apesar de não a vermos e de não ser possível acessá-la por meio de buscadores, como o Google, ela é parte do cotidiano da tecnologia que acessamos incessantemente.
Criada pela Marinha americana, a deep web hoje abriga dados de agências espaciais, informações sobre processos judiciais, entre outros assuntos que, devido à importância, não podem estar ao alcance de todos os usuários. É também utilizada por militares, políticos e jornalistas sob censura, pois garante o anonimato dos visitantes e dos responsáveis pelos sites lá abrigados.
Há um lado obscuro na deep web, a dark web, um local usado para a pornografia infantil, e compartilhamento de informações adquiridas de forma ilegal, páginas falsas de banco e, inclusive, conteúdo de caráter criminoso. Por ter protocolos de internet diferentes do http convencional e por não ser regulamentada, a dark web também espalha vírus e rouba informações.
Acessar a deep web não é simples, é preciso um programa específico de computador e ainda paciência para realizar a conexão com determinados endereços eletrônicos e, assim, dificultar o rastreamento.
O tamanho da influência da deep web em nosso cotidiano é difícil de mensurar, visto que estamos rodeados desta tecnologia, tendo ela se tornado parte fundamental da nossa existência. Por essa razão, é extremamente necessário que possamos nos familiarizar com ela em sua plenitude, tanto nos aspectos positivos, quanto nos negativos.

Twitter não terá mais propaganda política paga

Artigo publicado no portal República Marketing Político em 16/01/2020- http://republicamarketingpolitico.com.br/twitter-nao-tera-propaganda-politica-paga/

O Twitter decretou o fim da propaganda política na plataforma. A decisão divulgada pelo CEO da empresa, Jack Dorsey, tem validade a partir de 22 de novembro, com impacto imediato na eleição presidencial norte americana e, posteriormente, nas eleições legislativas brasileiras. Ainda que seu alcance seja muito menor do que os de outras redes sociais como Facebook e Instagram, a extinção da propaganda política pelo do Twitter,
e a consequente perda de receitas publicitárias, demonstra um interesse considerável em disseminar conteúdos menos mentirosos e deturpados.

Twitter extingue propaganda política

Nos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que tentará a reeleição, já se mostrou contrário ao fim dos anúncios pagos pelo Twitter, e creio que entre nós, brasileiros, também haverá posicionamentos semelhantes. Nos dois países já foi comprovado que os conteúdos deliberadamente falsos, as tão conhecidas fake news, interviram de alguma nas últimas eleições. É fato também que ambos os governos não conseguem banir efetivamente esse tipo de prática. Ocorre que, na democracia brasileira, os efeitos dessa forma torpe de buscar a ascensão política entram em combate direto com as nossas condições sociais e culturais bastante inferiores, tendendo a nos atingir de maneira mais intensa.

Twitter extingue propaganda política

Nos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, que tentará a reeleição, já se mostrou contrário ao fim dos anúncios pagos pelo Twitter, e creio que entre nós, brasileiros, também haverá posicionamentos semelhantes. Nos dois países já foi comprovado que os conteúdos deliberadamente falsos, as tão conhecidas fake news, interviram de alguma nas últimas eleições. É fato também que ambos os governos não conseguem banir efetivamente esse tipo de prática. Ocorre que, na democracia brasileira, os efeitos dessa forma torpe de buscar a ascensão política entram em combate direto com as nossas condições sociais e culturais bastante inferiores, tendendo a nos atingir de maneira mais intensa. 

Twitter tem postura oposta ao Facebook

A conduta adotada por Jack Dorsey é oposta à de Mark Zuckerberg, CEO de Facebook, Instagram e WhatsApp, que se diz contrário à censura de anúncios, mesmo que esses sejam fraudulentos. Zuckerberg, faturou 56 bilhões de dólares com suas plataformas em 2018 e boa parte desse valor são de propagandas.

Com as possíveis fake news nas linhas do tempo das principais redes socais no período eleitoral, decisões de votos podem ser embasadas por informações deliberadamente equivocadas e o Twitter acerta quando extingue a propaganda política afim de tentar evitar esse tipo de erro. 

As profundezas da internet

Artigo publicado no portal Comunique-se em 17/01/2020-  https://portal.comunique-se.com.br/as-profundezas-da-internet-por-alessandra-fedeski...