terça-feira, 22 de outubro de 2019

A construção da presença digital nas próximas eleições

Artigo publicado no portal Gaúcha ZH em 16/10/2017

https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2017/10/a-construcao-da-presenca-digital-nas-proximas-eleicoes-cj8umfue004nm01mq8kqvrf7l.html

A menos de um ano das próximas eleições e com as mudanças- ainda que singelas- trazidas pela reforma política, os futuros candidatos ao pleito seguem o planejamento das suas campanhas. Neste cenário, campanhas majoritárias têm as vantagens de se ter uma equipe de trabalho maior e, aos menores, cabe escolher as melhores ferramentas para dar conta de se tornar conhecido, explanar posicionamentos e propostas de campanha. Mas e como ter êxito no planejamento, especialmente o de comunicação? Entre Facebook, WhatsApp, Instagram, Twitter, etc. qual rede ou quais redes focar? A primeira escolha natural é o Facebook, maior rede social do mundo com dois bilhões de usuários. O eleitor está lá. Mas assim como o eleitor os outros candidatos estarão lá e o primeiro desafio surge aí: fazer-se notar para além do público cativo, para além do público que segue linhas de pensamento semelhantes as do candidato e que estão na bolha que os algoritmos do Facebook nos inserem. Desta bolha é possível se sobressair, ainda que em escala reduzida, com conteúdo de qualidade e outros itens como o uso de vídeos, links externos, hashtags, emoctions.
A última novidade em comunicação para as eleições de 2018 será a permissão de anúncios pagos na internet. Mas ainda há as fake news, notícias falsas plantadas de forma desonesta e que já são apontadas como poderosas influenciadoras no cenário político. O monitoramento torna-se ainda mais essencial. Essencial também é o cuidado na seleção das ferramentas de comunicação para as campanhas de menor orçamento. É preciso estar presente de forma efetiva e planejada nas redes. Um candidato só deve manter conta nas redes sociais com as quais terá equipe capacitada para atender cada uma delas, ainda que seja em apenas uma. O eleitor, ainda que desacreditado com a política, está conectado e perceptível aos conteúdos que lhe chegarem. A presença digital não pode mais ser construída de qualquer maneira ou deixada em segundo plano.

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