Artigo publicado em 01/12/2016
A última eleição americana e a posterior divulgação de informações que puseram em evidência a força dos players da internet correlacionam o cenário político com a tecnologia e o papel desta na sociedade. Após uma vitória imprevista, especialmente pelas informações originárias da mídia impressa, Facebook e Google passam a ser apontados como influenciadores da vitória do republicano Donald Trump. Os dois grandes nomes da internet passam a ser responsabilizados pela divulgação de notícias falsas a respeito da democrata Hilary Clinton, e posteriormente, declaram restrições aos anúncios que venham de fontes com índole duvidosa.
A última eleição americana e a posterior divulgação de informações que puseram em evidência a força dos players da internet correlacionam o cenário político com a tecnologia e o papel desta na sociedade. Após uma vitória imprevista, especialmente pelas informações originárias da mídia impressa, Facebook e Google passam a ser apontados como influenciadores da vitória do republicano Donald Trump. Os dois grandes nomes da internet passam a ser responsabilizados pela divulgação de notícias falsas a respeito da democrata Hilary Clinton, e posteriormente, declaram restrições aos anúncios que venham de fontes com índole duvidosa.
Historicamente a política faz uso dos meios de comunicação para aproximar-se do eleitorado, o que é uma necessidade da impossibilidade de alcançar todas as pessoas dispostas a votar. Assim, os avanços advindos com a expansão da internet ampliam a presença da política na sociedade: na palma da mão, a qualquer hora e lugar, candidatos e governantes alcançam boa parte da população. Esse alcance, aliado às possibilidades de interação e engajamento espontâneos, solidifica a força da internet. Nas relações humanas um paradoxo se apresenta: de um lado o isolamento social- tamanha a imersão nas redes sociais, por exemplo- e de outro, os povos unidos pela conexão dessas mesmas redes. A política atua nas duas frentes quando age estrategicamente- de forma idônea ou com a divulgação de informações falsas- para chegar a um eleitor previamente selecionado para receber aquela mensagem específica. No coletivo, se faz presente nos ideais dos partidos e grupos de tendências políticas, fazendo de ambos propagadores das ideias planejadas. Quando certas ações ocorrem- como a decisão do Facebook e do Google de bloquear conteúdos não confiáveis- percebe-se o entrelaçamento dos meios, ou seja, veículos impressos pautando ações dos digitais e vice-versa, a interligação do online com o offline. As distinções ficam restritas à forma de produção e disseminação de conteúdos.
Artigo publicado em: https://www.linkedin.com/pulse/era-da-pol%C3%ADtica-na-internet-alessandra-fedeski/
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