O
Instagram anunciou recentemente que a rede social irá realizar testes para
implementar uma mudança de alto impacto entre seus usuários. Possivelmente, em breve, o número de
curtidas, os denominados likes, não serão mais visíveis em fotos
e vídeos da plataforma. Apenas o usuário terá acesso aos seus números
individuais.
Para
além das modificações que veremos, caso seja a alteração seja efetivamente realizada,
gostaria de visualizar o cenário da campanha eleitoral brasileira que se
aproxima e como os candidatos deverão focar suas estratégias de engajamento,
aproximação e relacionamento.
Entendo
que o número de likes movimenta o ego
de determinadas pessoas, porém, ele sozinho não garante a efetividade daquilo
que se que transmitir. Essa lacuna ganhou ainda mais amplitude com a
possibilidade de compra de likes. O
que vai evidenciar se determinada mensagem foi aceita ou não em uma campanha
eleitoral é o número de votos na urna. Like
não é garantia de voto, mas ainda assim percebemos políticos apegados nessa
métrica, em razão, creio eu, da forte influência que as redes sociais vêm
obtendo nas eleições, especialmente na última.
É
necessário ampliar a nossa percepção do papel das redes sociais, deixar a
objetividade numérica em segunda plano e focar na relação de troca entre
usuários. O que determina o quanto uma mensagem está funcionando como o
planejado- com o conteúdo sendo levado para fora da plataforma, com o seu autor
em evidência- é o uso que as pessoas fazem dela: seja comentando determinada
postagem, seja levando o assunto para outros meios de comunicação ou alterando
seu comportamento de alguma forma.
Com a
redução da pressão por número de curtidas, a própria produção de conteúdo
deverá ser modificada e veremos que uma mensagem alcança seu objetivo quando
transcende o smartphone,
independentemente de quantas curtidas ela obteve.
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