A cada
nova eleição, a complexidade em acertar o tom das campanhas legislativas
aumenta. Além de questões já comuns nos pleitos como o grande número de
concorrentes e os recursos financeiros reduzidos, os candidatos deparam-se com
desafios que envolvem a disputa pela atenção na internet- especialmente nas
redes sociais- e o alinhamento dos seus projetos com as demandas dos eleitores
naquele momento.
Interessados
em solucionar problemas de saúde, educação e segurança preenchem as redes
sociais de forma tão comum que os temas se banalizaram. A enxurrada de
conteúdos com promessas que, sabidamente serão difíceis de saírem do plano das
utopias; as frases de efeito e as fotos de agenda são cada vez menos capazes de
captar a atenção do eleitor. É preciso gerar um envolvimento com o conteúdo que
transcenda o engajamento do protesto, que é quando o usuário traça comentários
relacionados à corrupção, falta de vagas nos hospitais, etc. Neste sentido, a
originalidade é um desafio permanente para se destacar em meio a tantas
postagens de conteúdo semelhante. Uma alternativa é contar histórias, de forma
simples e direta, que estimulem a emoção, que gerem identificação com o
conteúdo transmitido, para marcar de forma positiva determinada proposta ou
ação já realizada, e não apenas ser mais um a prometer melhorias na educação,
por exemplo.
Em
nível semelhante de importância, o acerto da narrativa envolve a captação dos
sentimentos das pessoas de uma determinada região eleitoral, seja com pesquisa
de campo, seja com pesquisa online, seja, até mesmo, com o diálogo individual. Isso
porque o aumento da polarização política tende a dificultar o entendimento de
algumas dessas demandas, pois determinados indivíduos silenciam suas opiniões
sobre assuntos polêmicos com o intuito de não gerar atrito social.
Por
essas razões, a pré-campanha é fundamental para o eleitor conhecer o candidato
e para o candidato conhecer seu possível eleitor.
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